Bom dia a todos.
Estive no VII Simpósio de Óleos Essenciais em Santarém no Estado do Pará
Vejam a entrevista a Quinari
http://www.youtube.com/watch?v=dZaFQK6rCxk
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Pracaxi Uma Esperança Para O Espécime
Pracaxi, Paracaxi, Pracachi, você já ouviu falar deste fruto?
Algumas grandes empresas já utilizam em alguns dos seus produtos
cosméticos. Citado em
"http://amazonia.org.br/2012/11/lor%C3%A9al-amplia-pesquisa-de-insumos-da-flora-brasileira/".
Conheço este espécime dês da época da minha avó, na minha
infância, no interior da Amazônia. Ela retirava o óleo para aplicar em erisipela,
nome técnico, linfangite estreptocócica, e em feridas provocadas por ferradas
de arrias e bichos peçonhentos, em mulheres gestantes para evitar que "a
pele rasgasse", um verdadeiro milagre. O pracaxizeiro, Pentaclethra filamentosa, já
citado no romance "Terra de Icamiaba", de Abguar Bastos, 1934, onde
sita o espécime da seguinte maneira: "Camaleão só lutava perto do pracaxizeiro .
Porque a casca da arvore, mastigada pelos bichos, é o milagre que enxuga as
feridas, remonta a força, imortaliza a destreza e sopra
no animal a invulnerabilidade barbara, que vence sempre". Este
espécime existia em grande quantidade em toda a foz do rio Amazonas, porem é um
espécime impressionante. Sua madeira não precisa secar para queimar, excelente
para caldeiras, isso fez com que o espécime fosse praticamente extinta da foz
dos rios que compões as baias que se formam na foz do Rio Amazonas e parte da
zona Guajarina, Outro golpe, foi a intensificação do plantio de açaí no inicio
deste século. Criou-se uma lenda de que o pracaxizeiro "tirava a força do
açaí", Euterpe oleraceae, e que deveria ser sacrificado para que
o açaizeiro produzisse rapidamente, porem a experiência mostrou que a pratica
de deixar só açaizeiros na várzea era uma grande bobagem. Com experiências
vitoriosas na associação de espécimes com o açaí algumas associações e e
cooperativas começaram a plantar os espécimes nativos da várzea. A cooperativa
Correntão em Igarapé Miri-PA., com a ajuda da UFPA, construiu um viveiro para
repovoar as áreas de várzea com espécimes nativas que tinham
sido sacrificadas , pratica que aumentou a produtividade dos plantios de açaí.
A consequência da falta de conhecimento sobre o espécime, que levou a
diminuição de espécimes, fez com que hoje só se encontre grandes
quantidades de pracaxizeiros em lugares distantes de difícil acesso.
A utilização em cosméticos e fármacos pode ser
uma alternativa para evitar a extinção deste espécime, alem de gerar renda para
os povos da floresta, e divisas para o Brasil. Penso porem que as grandes indústrias
de cosméticos utilizam o óleo e o extrato do pracaxi de
forma tímida. Hoje já existem trabalhos publicados sobre
o espécime, por algumas universidades, trabalho de caracterização do óleo
que geram publicações internacionais como por exemplo, "Characterization
of Pentaclethra macroloba oil" dos autores Marina Nídia Ferreira dos
Santos Costa, Marcos Antônio Pena Muniz, Charles Alberto Brito Negrão, Carlos Emmerson
Ferreira da Costa, e outros, da Universidade Federal do Pará, porem não conheço
trabalhos que levem a resultados conclusivos, sobre as propriedades
tradicionais deste óleo. Este óleo, hoje aplicado em produtos para cabelos,
como xampus, condicionadores e mascaram capilares, vem fazendo um grande
sucesso, porem é uma atitude de pequenos fabricantes de cosméticos, que vem
ousando e elaborando formulações que são de grande aceitação
pelos usuários. O óleo residual, aplicado em produtos capilares, em
quantidades que vão de 3 a 5%, fazem com que o couro cabeludo seja fortificado,
diminua a queda de cabelos e se tronem brilhosos e cheios de vida. Na forma de
velas de massagem onde são introduzidos 20% deste óleo, os resultados tem sido
animadores. Na forma de óleo virgem, possui atividades, analgésicas,
anti-inflamatórias e cicatrizantes, pode ser aplicado diretamente na pele,
contra estrias, erisipelas, manchas, queimaduras, nada que minha avó não
soubesse, porem precisamos de pesquisas que mostrem o que faz a diferença neste
óleo, que revele para o mundo por que age de forma tão ampla e diferente, para
que possamos criar conceitos de aplicação mais amplos na
industria cosmética e farmacêutica, para gerarmos conhecimento, renda
e consequentemente preservação. A Amazonoil, unica fabricante do óleo virgem em
larga escala, esta fazendo parcerias com fabricantes de cosméticos, para que
levem a ampliação de conceitos e aumentem as vendas do óleo no mercado nacional
e internacional, a Continental Amazonia Cosmetique, www.amazoniacosmetique.com.br lançou uma linha de pracaxi que esta fazendo
um grande sucesso. Luto pela introdução deste óleo no mercado farmacêutico e
cosmético, como forma de valorização do espécime, a mais de 20 anos, sou
apaixonado pelo espécime, precisaremos de muitos anos para entendê-lo como
um todo, porem o lançamento de produtos de alta qualidade elaborados pela
Continental Amazônia Cosmetique é uma vitoria, pela aceitação dos produtos no
mercado que levara a popularização do espécime, a revelia das grandes corporações
que utilizam em quantidades simbólicas, mais como uma forma de marketing,
para utilizar o nome Amazônia, sem trazer grandes vantagens para os povos da
floresta. Parabéns aos pequenos fabricantes, que com ousadia e
perseverança geram esperança para a floresta e para os povos que nela vivem.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Natura é inocentada de acusação de biopirataria na Amazônia
Fonte Cosmético BR
Natura é inocentada de acusação de biopirataria na Amazônia Nacional - 27/05/2013
Justiça do Acre rejeitou alegação do Ministério Público Federal de que o acesso ao conhecimento tradicional do murumuru ativo da biodiversidade brasileira, é restrito aos índios Ashaninka – tribo que vive às margens do rio Amônia, perto da fronteira com o Peru.
A Natura foi inocentada pela Justiça Federal de prática de biopirataria, acusação a que respondia desde 2007.
A sentença proferida pelo juiz Jair Araújo Facundes arbitrou que foram apresentadas publicações que indicam o uso da planta para fins cosméticos desde 1927. Com base nessas publicações, a Justiça entendeu que "qualquer pessoa” poderia desenvolver produtos com o murumuru.
A Natura foi incluída como parte em ação do Ministério Público Federal do Acre promovida contra o empresário Fábio Dias Fernandes, contra a Chemyunion Química e contra o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) por suposto acesso irregular ao conhecimento tradicional dos ashaninka.
A Natura esclareceu em juízo que não manteve qualquer relação com a comunidade ashaninka e que teve conhecimento das propriedades do murumuru por meio de seus pesquisadores. Eles tomaram bibliografias científicas como base para as pesquisas sobre as propriedades do ativo existentes desde 1941.
Além disso, a empresa reafirma que o contato com o ativo murumuru se deu a partir da Reserva Extrativista do Médio Juruá, localizada no município de Carauari, no interior do estado do Amazonas, e teve por objetivo o acesso ao seu patrimônio genético. É também das comunidades dessa reserva extrativista que a Natura adquire o ativo para a fabricação de seus produtos, como xampus, hidratantes e óleos.
“A Natura não faz biopirataria, pois nunca levou espécies brasileiras para serem exploradas no exterior sem a anuência do provedor. Todos os acessos realizados até o momento contam com a anuência do provedor e foram devidamente comunicados ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), por meio de pedidos de autorização protocolados junto a esse órgão. Portanto, todas as pesquisas realizadas pela Natura são feitas no Brasil e estão devidamente registradas”, diz Lucilene Prado, Diretora de Assuntos Jurídicos da Natura.
Apesar das dificuldades, desde o ano 2000, quando a Natura lançou a linha Natura Ekos, o uso dos ativos da biodiversidade de forma sustentável passou a fazer parte da plataforma de negócios da empresa, que mantém acordos de repartição de benefícios com comunidades tradicionais.
A Natura foi inocentada pela Justiça Federal de prática de biopirataria, acusação a que respondia desde 2007.
A sentença proferida pelo juiz Jair Araújo Facundes arbitrou que foram apresentadas publicações que indicam o uso da planta para fins cosméticos desde 1927. Com base nessas publicações, a Justiça entendeu que "qualquer pessoa” poderia desenvolver produtos com o murumuru.
A Natura foi incluída como parte em ação do Ministério Público Federal do Acre promovida contra o empresário Fábio Dias Fernandes, contra a Chemyunion Química e contra o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) por suposto acesso irregular ao conhecimento tradicional dos ashaninka.
A Natura esclareceu em juízo que não manteve qualquer relação com a comunidade ashaninka e que teve conhecimento das propriedades do murumuru por meio de seus pesquisadores. Eles tomaram bibliografias científicas como base para as pesquisas sobre as propriedades do ativo existentes desde 1941.
Além disso, a empresa reafirma que o contato com o ativo murumuru se deu a partir da Reserva Extrativista do Médio Juruá, localizada no município de Carauari, no interior do estado do Amazonas, e teve por objetivo o acesso ao seu patrimônio genético. É também das comunidades dessa reserva extrativista que a Natura adquire o ativo para a fabricação de seus produtos, como xampus, hidratantes e óleos.
“A Natura não faz biopirataria, pois nunca levou espécies brasileiras para serem exploradas no exterior sem a anuência do provedor. Todos os acessos realizados até o momento contam com a anuência do provedor e foram devidamente comunicados ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), por meio de pedidos de autorização protocolados junto a esse órgão. Portanto, todas as pesquisas realizadas pela Natura são feitas no Brasil e estão devidamente registradas”, diz Lucilene Prado, Diretora de Assuntos Jurídicos da Natura.
Apesar das dificuldades, desde o ano 2000, quando a Natura lançou a linha Natura Ekos, o uso dos ativos da biodiversidade de forma sustentável passou a fazer parte da plataforma de negócios da empresa, que mantém acordos de repartição de benefícios com comunidades tradicionais.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Biomimética. Imagina na Amazônia
Sou suspeito pra falar, como todos sabem, sou apaixonado pela floresta, pelos povos que nela vivem e pela sua valorização.
Apenas algumas observações superficiais, da floresta ou dos hábitos do seu povo, poderiam levar a solução de alguns problemas, descobri que o termo utilizado para esta forma de resolver problemas chama-se biomimética. A minha preocupação é saber o que o povo da floresta e a floresta vão lucrar com isso. Penso que o simples fato de desenvolver produtos, e apoiar os povos da floresta para que forneçam matéria prima extrativista ou adquiram a produção de prováveis domesticações de espécimes interessantes, já é uma forma de gerar algum ganho para a floresta como um todo. Não, somente na forma de dinheiro na mão do povo da floresta, o povo do mato, como gosto de chamar, não quer um forno de micro-ondas na sua cozinha, quer escola de qualidade, hospital e ter os seus direitos de cidadão garantidos, não quer ser lembrado pelo estado, só quando pratica um delito, quer se sentir parte dele. Desta forma conclamo pesquisadores de todas as áreas a participarem desta nova forma de aproveitar a natureza, antes que "algum aventureiro o faça" e mais uma vez fiquemos vendo a "banda passar", e lastimando nos poderíamos ter feito isso.
Vale a pena ler a reportagem da FAPESP aqui reproduzida.
Um grande abraço a todos.
Apenas algumas observações superficiais, da floresta ou dos hábitos do seu povo, poderiam levar a solução de alguns problemas, descobri que o termo utilizado para esta forma de resolver problemas chama-se biomimética. A minha preocupação é saber o que o povo da floresta e a floresta vão lucrar com isso. Penso que o simples fato de desenvolver produtos, e apoiar os povos da floresta para que forneçam matéria prima extrativista ou adquiram a produção de prováveis domesticações de espécimes interessantes, já é uma forma de gerar algum ganho para a floresta como um todo. Não, somente na forma de dinheiro na mão do povo da floresta, o povo do mato, como gosto de chamar, não quer um forno de micro-ondas na sua cozinha, quer escola de qualidade, hospital e ter os seus direitos de cidadão garantidos, não quer ser lembrado pelo estado, só quando pratica um delito, quer se sentir parte dele. Desta forma conclamo pesquisadores de todas as áreas a participarem desta nova forma de aproveitar a natureza, antes que "algum aventureiro o faça" e mais uma vez fiquemos vendo a "banda passar", e lastimando nos poderíamos ter feito isso.
Vale a pena ler a reportagem da FAPESP aqui reproduzida.
Um grande abraço a todos.
Fonte: http://agencia.fapesp.br/17133
Em evento
realizado pela FAPESP e Natura, a bióloga norte-americana Janine Benyus falou
sobre como a biomimética pode ajudar a superar desafios globais e tornar
empresas e cidades mais sustentáveis (Wikimedia)
Produtos
inspirados pela natureza dobram a cada ano no mercado
16/04/2013
Por Karina Toledo
Agência FAPESP – A planta de lótus (Nelumbo
nucifera) virou símbolo de pureza espiritual por sua capacidade de se
manter impecavelmente limpa apesar do ambiente lamacento em que vive. Tal
façanha pode ser explicada pela presença de nanocristais de cera na superfície
de suas folhas capazes de repelir a água de maneira muito eficaz. As gotas que
ali caem assumem uma forma quase perfeitamente esférica, deslizam com
facilidade e levam consigo a sujeira e os microrganismos.
Tal fenômeno, batizado pelos
cientistas de “efeito lótus”, serviu de inspiração para o desenvolvimento de
tintas, vidros e tecidos autolimpantes, que dispensam o uso de detergentes,
além de equipamentos eletrônicos à prova d’água.
Já a superfície única da pele do
tubarão de galápagos (Carcharhinus galapagensis), repleta de minúsculas
protuberâncias que funcionam como um repelente natural de bactérias, inspirou o
desenvolvimento de biofilmes para revestir camas hospitalares, entre outras
aplicações.
Esses e outros exemplos de
tecnologias inspiradas pela natureza foram apresentados pela bióloga norte-americana
Janine Benyus durante o Simpósio Internacional Biomimética & Ecodesign,
realizado pela FAPESP e pela Natura no dia 11 de abril.
Benyus é pioneira em um campo de
pesquisa emergente, a biomimética, que propõe aos cientistas usar a
biodiversidade não como fonte de matéria-prima para a indústria, mas como fonte
de ideias para o design e o desenvolvimento de produtos e de sistemas.
“O número de produtos inspirados
pela natureza dobra a cada ano no mercado e o número de publicações científicas
na área duplica a cada dois ou três anos. É um campo do conhecimento que cresce
muito rapidamente”, contou Benyus.
Durante a palestra, a bióloga
mostrou de que forma a biomimética pode ajudar a superar desafios globais, como
garantir o acesso à água potável, à alimentação e à energia, além de reduzir as
emissões de carbono. Entre os casos citados, está um dispositivo capaz de
capturar a umidade do ar e usá-la para irrigar plantações de forma dez
vezes mais eficiente que as redes coletoras de neblina tradicionais.
O autor original da ideia é o
besouro da Namíbia (Stenocara gracilipes), morador de áreas
desérticas que, durante a madrugada, coleta o sereno com a ajuda de microcanais
na superfície de seu corpo feitos de materiais hidrofóbicos (como as folhas de lótus)
e hidrofílicos (que, ao contrário, atraem a água). As microgotículas
fluem pelos microcanais do dorso e unem-se para formar gotas
grandes, que chegam até a boca do animal.
“Existem duas formas de fazer
biomimética. Uma delas é partir de um desafio de design e buscar um modelo
biológico capaz de realizar aquela função que você precisa. A outra é observar
um fenômeno interessante do mundo natural e procurar aplicações para ele”,
afirmou Benyus.
O princípio não serve apenas para
o desenvolvimento de produtos. Pode inspirar, por exemplo, o planejamento de
cidades sustentáveis, que funcionem como um ecossistema natural. “Ecossistemas
naturais, como as florestas tropicais, são generosos. Limpam o ar, limpam a
água, fertilizam o solo. Produzem serviços que beneficiam também outros
habitats. É isso que as cidades deveriam fazer”, opinou.
Construir pontes
Antes de trabalhar como
consultora de empresas interessadas em encontrar soluções para criar produtos
sustentáveis, Benyus era escritora de livros de história natural.
“Como bióloga, eu via muitos
pesquisadores estudando como as folhas fazem fotossíntese e como os
ecossistemas trabalham tão bem em conjunto. Por outro lado, havia um interesse
crescente das empresas por soluções mais sustentáveis. Mas os designers
não enxergavam as pesquisas produzidas pelos biólogos. Era preciso
construir uma ponte entre eles”, contou em entrevista à Agência FAPESP.
Há 15 anos, Benyus publicou o
livro Biomimicry: Innovation Inspired by Nature, no qual reuniu diversas
pesquisas sobre o tema e introduziu o termo “Biomimética”. Desde então, além de
prestar consultoria empresarial, a americana oferece um serviço sem fins
lucrativos para instituições acadêmicas e cursos de especialização para
biólogos, químicos, engenheiros, arquitetos e demais cientistas interessados em
se aprofundar no tema. Todos os serviços estão reunidos no Instituto Biomimicry 3.8.
Benyus também mantém o portal Ask Nature , que
reúne um enorme banco de dados taxonômicos e permite aos pesquisadores
interessados em biomimética realizar gratuitamente buscas de estratégias do
mundo natural para lidar com um determinado desafio.
“Tudo que os organismos naturais
fazem para saciar suas necessidades – comer, respirar, acasalar – contribui de
alguma forma para a fertilidade do habitat em que vivem. Os dejetos dos animais
adubam o solo, o dióxido de carbono que expiram é usado pelas plantas na
fotossíntese. A vida criou um sistema generoso e essa é a razão pela qual esse
material genético existe há 10 mil gerações. A única forma de garantir o futuro
de nossos filhos, netos e bisnetos é cuidar do lugar em que vão viver. Tem de
aprender a ser generoso. É o que a vida faz”, defendeu.
Design sustentável
Ainda durante o Simpósio
Internacional Biomimética & Ecodesign, Tim McAloone, professor do
Departamento de Engenharia Mecânica da Danmarks Tekniske Universitet, na
Dinamarca, falou sobre outra estratégia que permite às empresas criarem
processos e produtos ambientalmente adequados: o ecodesign.
“Design para o ambiente é um
conceito que permeia todas as fases do ciclo de vida de um produto, desde a
escolha do material, do processo de manufatura e dos meios de transporte,até
a distribuição e o descarte”, explicou.
Como exemplo, citou uma
cadeira de escritório desenvolvida pela empresa americana Steelcase. Com um
número menor de peças e materiais diferenciados, foi possível reduzir
15% o peso de transporte e o volume, além de tornar o processo de reciclagem
mais fácil e de aumentar a durabilidade.
Além de apresentar aos cientistas
critérios-chave para o design sustentável, McAloone falou sobre meios para
implantar essa forma de planejamento nas organizações e divulgou um guia
gratuito para o desenvolvimento de produtos disponível para download no site: www.kp.mek.dtu.dk/Forskning/omraader/ecodesign/guide.aspx.
Parceria
Na abertura do simpósio, o diretor
de Ciência e Tecnologia da Natura, Vitor Fernandes, afirmou que o objetivo do
evento era unir dois temas considerados pela empresa “bastante complementares”.
“Queremos discutir com a comunidade científica de que forma isso pode ser
aprofundado, expandido e gerar valor para a sociedade, as empresas e a
ciência”, disse.
O diretor científico da FAPESP,
Carlos Henrique de Brito Cruz, ressaltou que a parceria com a Natura faz parte
dos esforços da FAPESP para promover a interação entre pesquisadores de instituições
acadêmicas paulistas e aqueles que atuam em empresas.
“No Estado de São Paulo existe um
grau de interação entre empresa e universidade comparável ao de qualquer lugar
do mundo onde há boas pesquisas e boa ciência”, disse Brito Cruz.
Segundo dados da National Science
Foundation, em 2010, aproximadamente 6% do dinheiro investido em pesquisa nas
universidades norte-americanas veio de empresas. “Na Europa esse percentual
varia entre 3% e 10%. Em universidades paulistas, como USP, Unesp e Unicamp, está
entre 5% e 10%. São percentuais comparáveis em termos de volume de recursos e
de quantidade de projetos”, disse Brito Cruz.
Mas, para que a parceria dê certo, ponderou o
diretor científico da FAPESP, é preciso que a empresa tenha sua própria
atividade de pesquisa. “Assim conseguirá perceber onde precisa de ajuda e
montar uma pauta de pesquisa. A colaboração com a universidade não substitui a
pesquisa interna da empresa”, destacou.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Em Tempo de Dengue
Na floresta amazônica nesta época, é época de chuva, umidade relativa do ar de até 98%(Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC - Florianópolis, SC - Julho/2006), e neste período é que começamos a lidar com a questão da dengue. As providencias são simples, porem pouca gente faz, o que agrava o problema principalmente nos grandes centros urbanos. Trabalho em Ananindeua, porem a minha casa fica em Salvaterra, na Ilha do Marajó, então sei bem como é esta questão tanto na zona urbana como na zona rural. Em Salvaterra fico rodeado pela vegetação da ilha e nesta época pelos mosquitos o que é natural. A solução para uma convivência pacifica com os mosquitos, são as velas de andiroba, para se utilizar dentro de casa, e os tijolos de andiroba para se queimar fora de casa, acreditem realmente funciona, sou suspeito para falar, pois sou o inventor deste artefato. Nesta época fico entristecido, quando vejo tantos casos de dengue pelo Brasil a fora e nos com um paliativo simples e barato, o quilo do pó de fase sólida de andiroba para a fabricação de velas, é de penas R$ 2,00, para quantidades pequenas, pode ficar mais barato para quantidades maiores, utiliza na parafina apenas 25% de pó de andiroba.Não se trata simplesmente de aproveitar a ocasião para vender fase sólida de andiroba, atualmente comercializamos todo a nossa produção da fase sólida bruta de andiroba, para compostagens específicas, e sim, evitar o sofrimento de milhares de pessoas. A eficacia da vela de andiroba, atestada pela fundação Oswaldo Cruz, mostra que não se trata de um modismo ou enganação, existem sim fabricantes inescrupulosos que utilizam o óleo de andiroba como ativo, que tem pouca fago repelência, e corante já que a vela original e marrom, ao comprarem uma vela de andiroba verifiquem quem é o fornecedor de matéria prima. Atualmente as velas são fabricadas pela Flora Mineira, em Minas Gerais, www.floramineira.com.br, que também as comercializa, além das Lojas Germinar, www.lojagerminar.com.br , até o momento, ninguem mais se interessou, o que é uma pena. Além de agir contra o mosquito da dengue a vela de andiroba afasta outros mosquitos, funciona por impregnação, deve ficar acessa durante todo o dia, em cima de uma vasilha refratária, longe de cortinas e materiais inflamáveis, pois quando esta para terminar faz uma chama alta, consumindo toda a fase sólida de andiroba e acentuando sua eficacia. Quem quiser maiores informações é só entrar em contato comigo.
Um grande abraço a todos
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ÓLEO DE PRACAXI PARA OS CABELOS
Conhecido na Amazônia como uma
madeira boa de queimar o pracaxi foi consumido quase que totalmente na foz do
rio Amazonas, hoje o Ministério da Agricultura começa a coletar dados para a
certificação orgânica do fruto, um avanço sem precedentes para a história deste
espécime. Ó óleo extraído pela minha avô no século passado era consumido nas
feridas, ferrada de cobras, aranhas e arraia, quando passava de um ano para o
outro formava uma manteiga amarela no fundo, minha avô separava e dizia “ esta
manteiga vai para o cabelo das caboclas”. As caboclas em questão eram moçoilas
que a ajudavam a fazer quitutes para as festas da cidade, minha avô era uma
grande cozinheira, além de erveira.
A manteiga de pracaxi era então
disputada, as meninas utilizavam a manteiga no couro cabeludo para prevenir das
caspas e seborreias e fortificar o cabelo, colocava pela manhã uma hora antes
do banho, depois lavava com sabão de coco, xampu era luxo demais naquela época.
Nas pontas o óleo mesmo em cabelos oleosos conseguia maravilhas naqueles
cabelos castigados pelo sol e pela poeira da roça e da beira dos rios, nas
lavagens de roupa semanal.
Hoje a Universidade Federal do
Pará comprova a sua eficácia como emoliente, já existem aplicações nos Estados
Unidos e França para os cabelos. Ele tem uma estrutura graxa que faz com que
antes da escova facilite a passagem da escova e depois uma proteção que fecha
as cutículas retêm umidade sem a presença de frizz, talvez pela minúscula
espessura dos fios de cabelo as moléculas oleosas se comportem como se ainda
estivessem agrupadas “arrumado” os fios em camadas mantendo o penteado por
muito mais tempo. Em tratamentos térmicos o óleo de pracaxi se comporta como um
silicone, preparando os fios e mantendo o tratamento por muita mais tempo, sua
capacidade antioxidante, protege contra o sol, fumaça, poeira, podendo ser
utilizado discretamente diariamente, nutrindo os cabelos, que passam a ter um
brilho especial e movimento natural.
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Safra de Oleaginosas e as Mudanças Climáticas
A
safra de andiroba começou mais cedo na Amazônia, em função das mudanças
climáticas. Temos que trabalhar para produzir o estoque de 2013 mais cedo.
Os
produtores de andiroba começam a programar a coleta de andiroba nas praias de
Salvaterra, Soure e nas várzeas de Cachoeira do Ararí.
Este
ano as sementes começam a chegar às praias onde são coletadas, embora as
influências das águas do oceano Atlântico ainda são intensas, devido a falta de
chuvas, comum nesta época do ano, as sementes estão chegando, uma demonstração
de que as mudanças climáticas não mudam só a produtividade das castanheiras do
Acre, elas mudam o comportamento da floresta como um todo.
TRADUÇÃO
the
andiroba season begins earlier in amazon, in function of the climatic changes,
we have to work to produce the 2013 stock faster. the andiroba producers have
started to program the collection of andiroba on the beachs of Salvaterra,
Soure and the floodplains of Cachoeira do Ararí. This year the seeds start to
arrive at the beachs where they are collected, although the influence of the
atlantic ocean still intense due the lack of rains, comum at this period of the
year, the seeds are arriving, a demonstration that the climatic changes do not
change only the productivity of the Brazil nut trees of Acre, they change the
forest behavior as a whole.
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